quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

E as ideias quando vem...



E toda vez que penso nele
a ânsia volta,
o nervosismo me assombra.
Eu aprendi a amar,
mas não aprendi a me prender.

Parece que vivo dualmente,
como sempre imaginei,
os beijos de uma noite quente
um momento de doces risadas
Me tiram do sério agora.
E o que mais estou fadada?


Não posso evitar o que parece ser o certo
Não sou do tipo que me chateio fácil
tem que ter motivo moral.
Pois, quem me conhece sabe que 
desprezo futilidade.
E a verdade, é...
Para que o fútil? 


Navego em mares de pensamentos
tão profundos quanto o oceoano
tem que coisas que
não sei por que existe.
Embora eu reflita demais
Sobre as coisas e as pessoas que eu amo.
Há uma lista de coisas a fazer.

Eu já não sou a mesma.
Sou aquela que um dia fui eu
em outrora um passado de breu
e agora eu sendo um eu distante
quem sou eu?
Pergunto a mim mesma,
Nenhum livro de psicologia me respondeu até hoje.
E continuo nessa incógnita


Então, comecei um novo livro
Essa obra é especial,
vai ter muito de mim lá,
e muita imaginação também.
Meu abrigo de ideias é grande,
agora tomei coragem
Vou expurgar tudo...
tem que coisas que precisam ser contadas.



domingo, 7 de janeiro de 2018

Novum


O que satisfaz a alma?

Uns goles
De tudo o que é bom?
A vida
Um enigma.
No assoalho do chão, agora, alguém chora.
Nas paredes de uma cobertura de luxo, alguém chora.
Não importa onde estamos.
As dores não são diferentes em lugar algum.

Por vezes, nos agarramos às expectativas da vida
sem focar nas perspectivas. 
E então, as lágrimas nos visitam de vez em quando.
Tudo o que é bom passa a ser condenado,
o lugar nunca é o certo.
O que queremos sempre é o certo.
E o que precisamos?
Não sabemos,
porque na maioria do tempo,
estamos ocupados controlando tudo.


A vida não devia ser controlada.




quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Quero estar a sós comigo.


A vida que nos carrega,
e não a gente que carrega a vida.
Sabemos chorar,
falar,
sentir,
mas não sabemos o motivo de tudo isso.

O sentimento dói quando é mal usado
a sabedoria se esfola
o conhecimento vira pó
as atitudes são vazias
se tudo for mal usado.

O cansaço uma hora vem
dai você acorda e se pergunta:
"Já acabou?"
Não!
A futilidade anda ali na porta.
Batendo desesperada.
Em fazer barulho
sem oferecer nada.

Tô cansada desse cansaço.
Tô cansada dessa gente vazia.
Tô cansada de tanta coisa,
até de coisas que antes eu desconhecia.

Por que é tão fácil ser ruim?
Por que é tão fácil sentir raiva?
Por que é tão fácil ter vontade de estrangular alguém?
E por que que é tão difícil entender que,
o outro tem seu grau de evolução?
Daí parece que esse outro se vitimiza,
com essa ideia de não ser evoluído
e usa desse artifício para continuar sendo um nada.

Parece que as sombras acompanham meu olhar
Já não tenho mais aquele brilho de antes
fui sugada pela futilidade, banalidade e gente fedorenta: sem nada para acrescentar.
Já não sei mais a cor dos sonhos que tive.

Um amigo já dizia
não sei se é bem assim,
que a esperança não existe.
Será?
Acabo caindo nesse raciocínio.
Mas, se vou pelo viés espiritual
Eu sei que a lei de causa e efeito age de alguma forma..
Mas tá tão devagar!
Ai meu Deus!
Parece que está tudo parado, congelado
Esse paulatinamamente está tão paulatino!

Só queria fechar os olhos e sentir o silêncio da natureza,
sem a humanidade me cercar com suas mentiras inflamadas.
Sem eu ter que me esforçar para me defender.
Sem que nenhum ser imundo tente me mudar.
Sem que eu precisa explicar porque sou assim.

Quero estar a sós comigo.